domingo, 11 de janeiro de 2009

O sistema

que programa o computador que alerta o banqueiro que janta com o presidente que ordena ao ministro que acossa o diretor-geral que humilha o gerente que grita com o chefe que ofende o empregado que despreza o operário que maltrata a mulher que bate no filho que chuta o cachorro


(Eduardo Galeano - Dias e Noites de Amor e de Guerra)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Arroz Branco

rala, corta, espreme, acende, a tampa cai no chão
aumenta o volume da televisão e do cpu
lava o arroz, lava a louça
tampa a panela
coloca sal. Sem sal não tem graça
arroz branco.....

com que?

Com caso Eloá, ou a bolsa de valores, talvez Marta e Kassab!

tudo bem....arroz branco com Kassab, porque Marta da indigestão

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sequestro em Santo André

O Brasil todo se comoveu com o desfecho do sequestro da menina Eloá. E logo depois vem as tamanhas criticas para a o GATE e de todos que participaram das negociações, enfim a policia brasileira se tornou alvo da mídia e de pessoas que do lado de fora estão analisando a situação, bem, acho que se eles conseguissem fazer melhor deveriam ter ido lá antes da tragédia final. No entando a pergunta continua a se fazer presente; " a policia estava certa ou errada em esperar? O Retorno da menina Nayara foi certo ou errado? em que a policia falhou?".....Sem querer ser chata e repetitiva, houve falhas imensas; Onde? " Na falta de pagamento de policiais, treinamento e investimento em tecnologia e especializações de nossos negociadores, o maior crime cometido foi dos nossos governantes mais uma vez....mas eles se importam?

trancrissão de um texto que saiu na Folha de São Paulo dia 20 de outubro!

O FRACASSO DA POLÍCIA É DOS POLÍTICOS>
NÃO SÃO apenas as ocorrências mal administradas, cheias de erros primários e ilegalidades que demonstram a necessidade de uma reforma da segurança pública no Brasil. Os dados indicam essa necessidade faz tempo. E os nossos políticos, apesar de conhecerem os dados, têm se mostrado incapazes de realizar tal reforma. São eles, no final das contas, os principais responsáveis pela repetição cotidiana de tragédias como a ocorrida no evento do ônibus 174 e do seqüestro em Santo André.
Em conversa informal com agentes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), descobrimos que eles estão desolados com o desfecho da ocorrência, que custou a vida de uma pessoa e feriu outra, e revoltados com os políticos, devido ao descaso que têm com a unidade, exposta ao ridículo com o fracasso da operação.
Afinal, se o Gate dispusesse do equipamento necessário para administrar uma ocorrência desse tipo, como uma microcâmera de fibra ótica, saberia que o seqüestrador tinha encostado um armário de TV e uma estante na porta de entrada do apartamento. Saberia que seqüestrador e reféns não estavam na sala, mas no quarto. Saberia que uma invasão pela porta da frente daria tempo para o seqüestrador atirar nas reféns. Mas o Gate não sabia de nada disso e perdeu preciosos segundos abrindo a porta.
Se o Gate dispusesse de escada com alcance para que um policial pudesse entrar no apartamento pela janela, poderia ter evitado a tragédia. Mas a escada do Gate, como atestam as filmagens, era curta demais.
Se os policiais do Gate fossem bem treinados, não teriam deixado que uma menina de 15 anos, libertada pelo seqüestrador, voltasse a ser prisioneira. Não teriam demonstrado tamanha incompetência e desconhecimento legal. Mas os policiais do Gate, como os do Bope e do resto do país, não recebem treinamento adequado.
Quando trabalhamos no documentário “Ônibus 174″, sentimos a mesma revolta por parte dos policiais do Bope, que, em sua maioria, odeiam os políticos a quem servem.
André Batista, colaborador em “Tropa de Elite” e negociador do Bope na malfadada ocorrência, deu o seguinte depoimento para o documentário: “Naquele momento, a gente viu que faltava muita coisa. As coisas que a gente vivia pedindo, os equipamentos, os cursos, parece que, naquele momento, tudo desabou.” Ouvimos, virtualmente, a mesma coisa do Gate.
Chegamos, assim, a uma conclusão absurda. Concluímos, parafraseando Nietzsche, que é preciso defender os nossos policiais dos nossos políticos! Afinal, quem são os nossos policiais? E o que o Estado, administrado pelos políticos eleitos, fornece a eles?
Tomemos como exemplo um policial carioca. É um sujeito mal remunerado, mal treinado, que trabalha em uma corporação corrompida por dentro. Isso é o que o Estado lhe dá. E o que pede em troca? Que mantenha a lei. Em outras palavras, que entre em conflito com os membros corrompidos da sua corporação e com os bandidos fortemente armados da cidade.
Ora, não é à toa que o capitão Nascimento, refletindo um sentimento comum entre os policiais do Bope, tenha dito que “quem quer ser policial no Rio de Janeiro têm que escolher. Ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra.” Em São Paulo, não parece ser muito diferente.
Não esqueçamos, pois, o ano de 2003, quando o então secretário nacional de Segurança Pública, o sociólogo Luiz Eduardo Soares, estava prestes a conseguir a reforma que nossos policiais sérios tanto pedem.
Ele tinha participado da elaboração de um plano de segurança pública que previa um piso nacional decente para o salário dos policiais, a integração da formação e das plataformas de informação das polícias estaduais, o repasse de recursos federais para os Estados condicionado à reforma de gestão e ao controle externo e a desconstitucionalização da segurança pública, dando autonomia para que os Estados reformassem as polícias de acordo com as realidades locais.
Apresentou o plano ao governo federal com a assinatura de todos os governadores. E o que fez o governo? Desistiu. Nem sequer apresentou o plano ao Congresso. Não o reformulou, optou pela passividade. Segundo nos disse o sociólogo, por considerar que a reforma demoraria a dar resultado e que a opinião pública poderia responsabilizar o governo federal, e não os Estados, se eventuais tragédias ocorressem durante a implantação.
Evidentemente, não estamos culpando os atuais governos federal e estadual pelo desfecho do seqüestro em Santo André. Afinal, governos anteriores poderiam ter tentado reformar a segurança. O governo FHC, por exemplo, prometeu um plano nacional depois do ônibus 174.
Estamos culpando os verdadeiros responsáveis: os nossos políticos como um todo, que há muito tempo sabem que precisam reformar a segurança pública para salvar a vida de milhares de brasileiros e que há muito tempo fracassam ao não levar essa tarefa a cabo. Um fracasso ainda mais vergonhoso do que o dos policiais do Bope e do Gate.
José Padilha o Rodrigo Pimentel Folha de sp

domingo, 19 de outubro de 2008

Um momento de quietudo
olhar para a politica, para a história, para a cultura
solitariamente
pausadamente
sem satisfações
sem conselhos

estou cheia deles

Ele avisou....Os EUA não quis ouvir....paciência

" Sem a solução dos governos, devemos esperar a progressiva dissolução da estrutura exigente de contratos e instrumentos de divida, acompanhada pelo completo descredito da liderança ortodoxa nas finanças e governo, cujo desfecho não podemos prever. Keynes

apesar de tudo....boa Frase!

"estamos num mundo com mais liberaddae de expressão, de critica, de organização e eleiçõies, do que em qualquer época do passado. Mas não decidimos nada sobre economia, ela é governada pelo proprio capital"
Renato Janine Ribeiro
Villis

Nome da Opera de Puccini....Espiritos femininos malfazejos, destroem homens cuja traição conduziu amada a morte!

.......manda para o Brasil

sábado, 18 de outubro de 2008

Círculo Virtuoso


Artigo do Caderno MAIS!! da folha de São Paulo escrito pelo historiador inglês Peter Burke, apresenta attavez de fatos hitóricos e culturais o "circulo" de adaptações de objetos culturais estrangeiros, que o resultado é tão bom que acaba sendo reexportado para o pais de origem, sendo assim a música, a comida, e o modos em si que os negros trouxeram da Africa, quando vieram como escravo....leva o tempero brasileiro na sua estrutura e volta para Africa, esta cultura conquista e é aplaudida por todos. Boa Sacada Burke

ele tambem escreveu "O que é história cultural"

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

todas as palavras de Valentina

o engraçado, é que eu ando cheia de assuntos existencialistas! eu nem me sinto uma pecadora por isto, com todo aquele papo NIetzchiano, descobri que não há pecados, que as vezes é bem gostoso ficar sem ler nada....por mais que sinto meu cerebro se contraindo, e todos as minhas lembranças se apagando, as vezes sinto que estou morrendo, mas sinceramente não quero me sentir uma pecadora!
Tenho que viver, uma vida só minha, com direito a vinho, quando eu quiser, poesia quando eu estiver vontade, morangos mofados, quando eu estiver com vontade de vomitar na cara de alguem, teatro, quando a peça for boa, e cinema....sempre, sempre sozinha
Pode parecer estranho, querer levar esta vida? Não.....só to tentando trabalhar a hipocrisia, não que eu queira tirar ela da minha vida, mas coloca-la a meu controle, ao meu favor. Sorrir amarelo, é necessário, ouvir bobagem, quem não ouve?
Houve um tempo, que eu me deixava entrar na vida dos outros, sem ao menos uma breve seleção, sem ao menos nada...só entrava para ver o que tinha dentro.....entrava e saia, as vezes derrubava alguma coisa.....mas eu sempre fui discreta!
Agora não quero mais entrar na vida de ninguem....a minha porta está sempre aberta, escura, pesada......só entra os magicos, os gatos, as fadas.......e alguns amigos

domingo, 12 de outubro de 2008

De Valentina para Nina

Valentina : já disse para você deixar de ser assim

Nina: Romantica?

Valentina: Não, Burra!

sábado, 11 de outubro de 2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

besteirinhas da madrugada

uma alça da camisola cai, e você vê.....
somente isto, que ve no agora
depois espera que a outra alça ceda a sua torcida silenciosa
não sabe que ela só caiu porque eu permiti?

Valentina, Valetina.......Vai dormir

sábado, 6 de setembro de 2008

expressa loucura

Expressa loucura

Onde está Elisa agora?

Onde está minha velha amiga

que se foi

sorrindo, gemendo de dor.....

Onde está seu Brio e seu Orgulho

Seu amor pela vida?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

sem titulo

Rodopio no ar
como uma bailarina frenética
nas paginas desenhadas
escritas e amassadas....

é preciso fugir

cair do teto, e ir para longe, correndo
pisando no chão
na grama molhada
e mais longe de casa
na estrada de terra com pedregulhos

rodopio no chão como um bebedo
de amor e de palavras
e de um vazio
de uma saudade
de uma saudade insaciável

paro
Fecho minhas mãos
escondo o meu rosto
me viro para trás

e de tanto rodopiar
restou somente poeira

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Janaína

Ela é bailarina louca
Dança lenta nos meus braços
Sapatilhas, espartilhos
Rodopios e belos traços

Aprendiz de feiticeira
Tão faceira, tão esbelta
Tão sublime corpo nu
Desenhado pelo esteta

Tão bonitos olhos verdes
Nunca dançam sem ter par
Tendo olhar apetitoso
Cobiçoso a cobiçar

Em meus olhos ociosos
Sua cintura semovente
Envolventes, mente e corpo
Num suborno inconsequente

Quanto quente, sente toda
Sente pele, sente boca
Sente tanto amor-minuto
Sente muito que faz pouca

Sabe o quando de ser tanto
Tanto amor quanto desejo
Tão luxúria quão virtude
Ser de boca em boca o beijo

De ser beijo, unhas, dentes
Riso frouxo, pernas bambas
Fala lenta ao pé d'ouvido
Requebrando um mambo-samba

domingo, 17 de agosto de 2008

Qum sou eu?

"...Pão com azeite.....também sou cenoura acabada de ser colhida, Damascos caramelizados, Queijo Parmesão, de vez em quando....uma bebida quente, também sou conversa com os amigos, livros e dicionários, todos misturados e bagunçados.....castanhas, meus cachecois e meus vestidos, não sou boa para combinar as cores, mas.......todos os dias eu sou minhas folhas impressas e derramadas, e minha saudade." Valentina

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Ela...

Ela estava sentada observando. Olhava para o lado e via como as coisas naquela cidade funcionavam, não queria pecar por falta de humildade, mas também não queria admitir que sentia tudo tão pequeno e vazio.Nos seus braços, a sua bolsa....dentro de sua bolsa o universo que restava. Inúteis papeis livreto de bolso, chaves do apartamento antigo, fuligem de cigarro, isqueiro, palitos de fósforo e papeis de bala
Tudo que restou da sua vida antiga, colocadas ali, dentro de uma bolsinha de coro, pequena e charmosa, como ela deveria ser, como ela odiaria ser.
Enquanto caminhava, as pessoas percebiam: Ela não era dali. Reparavam que ela não se vestia como uma garota dali e não se portava assim, ela fazia o estilo “ estou nem aí” próprio dela, ela imaginou: Será que posso mudar esta cidade....
A resposta foi imediata: Não
Será que posso mudar desta cidade: outro não suntuoso sai da boca de seu pai, com uma lagrima de sua mãe
Ela ficou ali
Sentada
Algum tempo, olhando e observando tudo isto
Alguns anos se passaram....
E Ela continuava ali....sentada
Naquele pouco de chão
Naquele tantinho de sonhos
Com a pequena bolsa de couro: agora batom e perfume
E a solidão
Ela ficou ali
Sentada mais alguns anos.....
Os cabelos ficaram brancos, seu rosto, queimado de tanto esperar sob o sol
Um dia Ela com sua bolsa, sentada....dormiu
E não mais acordou

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

conversa de amigas

Tudo bem, querida não chore
se aquiete
escuta
...É Bach

respire
tudo bem que não serve para muita coisa
mas nao precisa jogar a biblia no chão
nem o celular
nem a bota
nem os brincos

tome.....
beba
encoste

Vou te ensinar
depois que você respirar:
pense no que vc quer

Não sabe?

pense então nos seus desjos mais sordidos
assassinato, suicidio
O que há de perverso e está contido
escondido
Não se envergonhe
todos pensam
e escute Bach
ele inspira a vida
o que vc pode ver.......
tudo fica pequeno

levante-se pegue seu batom, seu Caroline Herrera, seu Crime e Castigo
Dostoivski é bom companheiro

Não tire o salto
trabalhe o desapego
e fique com você
pode ter certeza
Dostoivski, Bach e você mesma...
São os melhores que você pode ter

.......

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

novelinha

ando de um lado a outro
querendo conversar
posto meu olhar aqui
mas ninguem, absolutamente ninguem está!

e isto é bom....

falo com as paredes, e os "tec tec" do teclado me acalmam
mas o que dizer?

não faço o tipo silenciosa, nem transtornada
sei o que quero dizer

morra
e volte

volte para morrer

mas não fique só

cruzando minhas pernas
deixo a mostra minha pele

saia curta
saia de mim

salto alto

sempre, assim.....olhando para você
observando cuidadosamente esta existencia vazia
tentando preencher as lacunas
mesmo sabendo que são delas que nasce o melhor de você

paixão, ciumes, abandono
que merda de combinação é esta?

parece uma baladinha
novela mexicana
para empregadinha ver

que historinha de vida mais pobre!